O diretor-geral do Ministério do Comércio, Indústria e Artesanato da Guiné-Bissau, Emílio Sariot Menut esteve na tarde da última terça-feira, dia 07, na sede da Embrapa, acompanhado pelo presidente da Coordenação Nacional do Caju, Henrique Mendes, e o pelo diretor comercial da Reso Brasil-Solução em Exportação para África, Reinaldo Paiva. A comitiva foi recebida pela diretora-executiva Tatiana Deane Abreu Sá, pelo chefe da Coordenadoria de Cooperação Internacional (CCI), Sotto Pacheco Costa, e pelo pesquisador Alberto Carlos Pinto. “O objetivo de nossa visita é buscar, junto à Embrapa, solução tecnológica para alavancar a cultura do caju, que tem peso significativo na economia de nosso país”, explicou Menut.
A comitiva guineense permanece no Brasil até a próxima semana visitando unidades da Embrapa, além de autoridades brasileiras e empresários do setor agropecuário. “Necessitamos de uma agenda com o Brasil, que gostaríamos se transformasse num padrinho da Guiné Bissau”, argumentou Henrique. O país africano tem interesse na transferência de tecnologia e conhecimento para prevenção de pragas do cajueiro, política de fixação de preços e no “desafio da industrialização”, entre outros.
Menut destacou que o ciclo democrático da Guiné Bissau está por se completar e que a estratégia de desenvolvimento do país inclui a alavancagem da agricultura, com vistas ao combate à pobreza. A agricultura guineense, basicamente de subsistência, responde por 98 % do PIB daquele país africano, “por isso estamos apostando seriamente na cooperação com o Brasil e a Embrapa”, disse Menut.
Para a diretora Tatiana, a construção de uma agenda mais ampla com Guiné Bissau é oportuna, tendo em vista a instalação do escritório da Empresa em Gana. Ela destacou que as semelhanças biofísicas e culturais – ambos foram colonizados por Portugal – favorecem o diálogo e que a Embrapa está disposta a discutir como os diversos centros poderão colaborar com aquele país.
Tempo recorde - O chefe da CCI enfatizou a cooperação já estabelecida e comemorou os resultados iniciais do projeto de treinamento de técnicos da Guiné Bissau pela Embrapa, viabilizado por meio do Fundo IBAS/Pnud. O pesquisador da CCI, Alberto Carlos Pinto, disse que a Embrapa já treinou 125 técnicos guineenses, e que os últimos 25 estão em treinamento.
O treinamento que vem sendo implementado é um dos componentes do Projeto de Desenvolvimento Agrícola e Pecuário da Guiné-Bissau, que trata-se de um dos projetos- pilotos do fundo IBAS, criado para viabilizar e consolidar ações no âmbito da cooperação Sul-Sul. As negociações para a iniciativa tiveram início em dezembro de 2005. Em março de 2006 o projeto foi desenhado e no mesmo ano o projeto é executado e concluído. “Isso é um recorde em termos de cooperação internacional”, festeja Sotto.
Ao final do encontro, o diretor-geral Menut ressaltou a importância da instalação do escritório da Empresa em Gana, “vai ser fundamental não apenas para Guiné Bissau como a África como um todo”. O fiscal federal agropecuário, Jesulindo Nery de Souza Júnior, da Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, também acompanhou a reunião com a comitiva guineense.
Valéria Costa – MTb. 15533/59/32 – SP
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