Inovação,
qualidade e logística. Esses foram os três grandes eixos
abordados no I Fórum “Competitividade e Agronegócio
do Brasil”, realizado nesta quinta-feira (11), na sede da
Embrapa, em Brasília.
O evento, promovido pela Rede de Inovação e Prospecção Tecnológica para o Agronegócio (Ripa) e o Sistema de Qualidade nas Cadeias Agroindustriais (Qualiagro), reuniu vários setores da sociedade como representantes do setor produtivo, terceiro setor, governo e academia. Segundo o coordenador executivo da Ripa e pesquisador da Embrapa, Paulo Estevão Cruvinel, a idéia foi trabalhar um modelo de gestão para se articular de maneira sistêmica essas 3 grandes vertentes: inovação, qualidade e logística. “Pretendemos ter a certeza de que essa geração de riqueza, com base em conhecimento, será alavancada e os resultados serão mais promissores para o futuro do agronegócio e a Embrapa tem um papel fundamental nessa articulação”, afirmou.
Em sua palestra sobre
“Inovação no agronegócio e redes
colaborativas”, Cruvinel ressaltou que a inovação
deve ocorrer com base no desenvolvimento de práticas
sistêmicas que possibilitem administrar a autotransformação,
o que se constitui como principal desafio. “A inovação,
como um elemento diferencial no processo de geração de
riqueza, deve vir fundamentada em bases ou em paradigmas, que possam
de fato levar ao futuro desejado, sem perder de vista os avanços
já obtidos”, explicou.
Outros temas foram
abordados durante o fórum como qualidade no agronegócio
e Projeto Qualiagro; barreiras técnicas e comércio
internacional; e Plano Nacional de logística e transporte.
Depois das apresentações o presidente da Embrapa,
Silvio Crestana, mediou a mesa redonda sobre o tema. O presidente do
Comitê Gestor do Fundo Setorial de Agronegócios do
Ministério da Ciência e Tecnologia, Luiz Antônio a
Barreto de Castro, um dos participantes da discussão, destacou
a importância da participação do setor privado no
debate. “Um dos pontos principais que se deve levar em conta na
competitividade do agronegócio é a opinião do
setor privado, que está na ponta do processo.”
Também
participaram da mesa redonda o diretor da ESALQ da USP Antonio Roque
Dechen, ex-Ministro da Agricultura Alysson Paolinelli, diretor do
Instituto de Estudos Avançados da USP São Carlos e
coordenador geral da Ripa Sérgio Mascarenhas e o presidente da
Câmara Temática de Infra-estrutura e Logística do
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Paulo Manoel Lenz César Protasio.
Agenda Positiva
O deputado federal Rodrigo Rollemberg também esteve presente à abertura do fórum. Sob a liderança da recém criada subcomissão de ciência e tecnologia da Câmara dos Deputados, o deputado se reuniu em momento anterior com o presidente Silvio Crestana e diretores da Embrapa, para tratar de uma agenda positiva com a Empresa, com foco em três pontos estratégicos para o país: a agroenergia, recursos genéticos e insumos.
O deputado destacou a necessidade de se intensificar a pesquisa e o desenvolvimento tecnológico em relação à agroenergia. Ressaltou, ainda, que é preciso estudar quais as melhores formas de financiar a guarda dos recursos genéticos e aperfeiçoar o marco legal que regulamenta a sua exploração.Em relação aos insumos, o deputado afirmou que apesar do Brasil ter um potencial agrícola muito grande, o país apresenta ainda uma dependência de insumos, principalmente em relação ao nitrogênio, potássio e fósforo. “Essa é uma questão estratégica que precisamos desenvolver conhecimento e uma capacidade industrial de produção desses insumos aqui no Brasil, para que não fiquemos dependentes de outros países e em todas essas áreas, a Embrapa será fundamental”, explicou.
Juliana Freire (Mtb 3553/DF)
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juliana.freire@embrapa.br