Pesquisadores que atuam na área de mudanças climáticas se reuniram na quinta-feira (31) na sede da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em Brasília (DF). Na ocasião, foi instalado o comitê gestor da Plataforma de Mudanças Climáticas da Embrapa, criada com o intuito de coordenar as discussões e atividades que acontecem na empresa a respeito do tema.
A Plataforma foi articulada pelo Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento (DPD), a partir de um pedido de avaliação da diretoria executiva da empresa a respeito do estado da arte das pesquisas sobre as alterações ocorridas no clima do planeta e como isso afeta a agricultura. Além de pesquisadores da Embrapa, o comitê gestor tem participação de representantes do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), da Universidade de Brasília (UnB) e da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" da Universidade de São Paulo (Esalq/USP).
“A Plataforma vai funcionar como um comitê assessor”, explica o coordenador do comitê gestor Ladislau Martin Neto, pesquisador da Embrapa Instrumentação Agropecuária (São Carlos – SP). O próximo passo será definir a estratégia de ação e as prioridades de investimentos e de esforços científicos. “O que se pretende estabelecer é uma agenda. Nesta primeira reunião, foram identificados vários itens que esperamos estar executando em breve”, diz.
Ele também se disse satisfeito com as possibilidades de sinergia com outras instituições. A plataforma deve integrar, por exemplo, a Rede de Pesquisa em Mudanças Climáticas, coordenada pelo MCT. “Eles estão vendo [a iniciativa da Embrapa] como um ponto focal para poder motivar, incentivar e alavancar ações importantes no tema das mudanças climáticas globais”, diz.
Estado da arte
Para o chefe-geral da Embrapa Informática Agropecuária (Campinas - SP), Eduardo Assad, que também faz parte do comitê gestor, a questão das mudanças climáticas já vem sendo trabalhada de forma abrangente pela empresa. “Nós temos 212 projetos de pesquisa em andamento e acabaram de ser aprovados mais 2 projetos. Já foram investidos mais de 30 milhões de reais na Plataforma. Cerca de 100 pesquisadores da empresa estão envolvidos com pesquisas em mudanças climáticas”, diz.
Entre o que já vem sendo estudado a respeito de mudanças climáticas na Embrapa, Assad diz que os trabalhos envolvem diversas frentes de pesquisa. “Temos trabalhado muito com os sistemas de produção e mitigação, alguma coisa de vulnerabilidade também tem sido feita e agora estamos tentando melhorar o balanço de gases de efeito estufa nos sistemas de produção e tentar chamar as ações e estudos de adaptabilidade”, destaca.
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Vitor Moreno (DRT 38057/SP)
Assessoria de Comunicação Social – Embrapa
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