Num momento em que a polêmica sobre a produção de
alimentos versus combustíveis toma conta do cenário nacional e internacional, com
críticas severas ao Brasil, que passou a ser acusado por alguns países como o
vilão ambiental do planeta, o diretor-presidente da Empresa Brasileira de
Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Silvio Crestana, traz para discutir o assunto
na quinta-feira( 5), às 10h15, o renomado economista e ex-ministro da Fazenda Antonio
Delfim Netto.
O debate será na
Embrapa Instrumentação Agropecuária, em São Carlos (SP), unidade da empresa,
vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, com a presença
do ex-presidente da Embrapa e atual assessor da presidência, Eliseu
Alves.
Delfim chegou ao governo com o Marechal Arthur da Costa e Silva, em 1967, como ministro da Fazenda (1967/74) e continuou na pasta no governo de Emilio Garrastazu Médici, até março de 1974, período em que o País viveu o "milagre econômico". Voltou ao poder como ministro da Agricultura do general João Baptista Figueiredo, em março de 1979, e deixou a pasta alguns meses depois, para assumir como ministro-chefe da Secretaria de Planejamento da Presidência da República.
Em 1986, foi eleito deputado
federal pelo Estado de São Paulo, sendo reeleito por mais cinco mandatos. Esteve
durante 11 anos entre os 10 parlamentares mais influentes do Brasil, segundo
pesquisa realizada anualmente pelo Departamento Intersindical de Assessoria
Parlamentar (Diap).
Entre suas obras sobre problemas da economia brasileira,
destacam-se: “Alguns Aspectos da Inflação Brasileira”, “Agricultura e
Desenvolvimento”, “Planejamento para o Desenvolvimento Econômico” e “Crônica do
Debate Interditado”.
Delfim Netto é formado em economia pela Faculdade de
Economia e Administração da Universidade de São Paulo, em 1952, obtendo o título
de doutor em 1958, com uma tese sobre o café. Tornou-se professor da USP em
1962, contribuindo para estruturar o curso de
Economia.
No período em que foi ministro da Fazenda, a economia
brasileira registrou as maiores taxas de crescimento em sua história (média
anual de 9% de crescimento do PIB, com a criação de 15 milhões de novos empregos
e redução da taxa anual de inflação para 12 %). O Brasil passou da 48ª posição
para o 10º lugar dentre as economias mundiais, com o PIB crescendo 14.4%, em
1973.
Como ministro do Planejamento, no período de 1979 a 1984,
comandou a economia brasileira durante a segunda maior crise financeira mundial
do século 20, causada pela alta dos preços do petróleo e a elevação dos juros
americanos para 22% ao ano. O país viveu um período de altas taxas de inflação e
três anos de recessão, superando a crise com a economia voltando ao crescimento
de 5,6% do PIB em 1984.
Delfim Netto escreve semanalmente nos jornais Folha de São Paulo e Valor e na revista Carta Capital. Seus artigos são também publicados regularmente em cerca de 70 periódicos em São Paulo e em vários outros Estados.
Dados fornecidos pela Assessoria Dr. Delfim Netto.
Embrapa Instrumentação Agropecuária
Contatos:(16) 2107 2813 / 9994 6160