Estiveram presentes o chefe geral da Embrapa Meio Ambiente,
Claudio Spadotto; o diretor do Departamento de Sistemas de Produção e
Sustentabilidade - DEPROS/SDC do Mapa, Sávio José Barros de Mendonça; os
prefeitos de Atibaia, José Roberto Tricoli, e de Jarinu, Vanderlei Gerez,
também presidente do Circuito das Frutas, além do Secretário de Agropecuária e Abastecimento de Atibaia, Humberto Rosente; e
o representante da Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária
Carlos Alexandre Oliveira Gomes.
Para Mendonça o “grande desafio da produção integrada é
integrar o social, o ambiental e o econômico, dando ênfase às pequenas
culturas”. Para ele “a fruticultura é socialmente mais justa que as demais
culturas, pois agrega valor e dá mais emprego”, disse. No entanto, “o desafio
no momento é agregar a dinâmica ambiental na produção”.
Segundo ele, a meta do Mapa é fazer com que cada produtor
rural (pequeno e médio) seja um empresário rural que trabalhe a Produção
Integrada em sua propriedade, onde toda a propriedade e não somente um produto,
a fruta, seja certificada. Para isso, “temos que pensar em alternativas
normativas”, previu.
Spadotto enfatizou que o trabalho da Embrapa Meio Ambiente é
justamente conseguir aliar a preocupação ambiental à produção agrícola e que a produção
integrada é uma resposta inteligente aos possíveis problemas de contaminação de
solo, água e alimentos, transformando aparente ameaça em oportunidade. Ele
destacou a importância fundamental da parceria entre os produtores e as instituições
públicas, fundamental para que o processo tenha continuidade.
Tricoli se entusiasmou com a PIMo e disse que “no Plano Diretor
de Atibaia estão contempladas as ações integradas, não se esquecendo da
produção agrícola”. “Precisamos cuidar da questão ambiental com o apoio da
Embrapa, do Mapa e a união de todos os produtores”, disse ele.
Gerez, prefeito de Jarinu enfatizou que a PIMo tem começo e
continuidade perene com o empenho dos pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente.
“Nossa meta é a Certificação de origem”, disse, almejando o selo que muitas
regiões no Brasil possuem, como o Vale dos Vinhedos em Bento Gonçalves,
RS.
Segundo a pesquisadora
da Embrapa Meio Ambiente e uma das coordenadoras do projeto PIMo, Fagoni Fayer Calegário,
trata-se de um sistema de qualidade aplicado ao campo. “O sistema é
bastante complexo, pois integra várias áreas temáticas”. Por conta disso, ela
salientou que é sempre possível pesquisadores de todas as áreas se integrarem e
colaborarem para a sua melhoria. “É desafiador, mas possível. Temos grandes
exemplos funcionando muito bem no Sul do Brasil (maçã e pêssego) e no Nordeste
(uva de mesa, manga, mamão, melão), principalmente”, exemplifica.
Na ocasião houve uma visita ao campo experimental de
morangos - Unidade Demonstrativa Central – UDC da PIMo, localizada no Parque
Duílio Maziero, onde os visitantes tiveram a oportunidade de conhecer em mais
detalhes o funcionamento do sistema. A UDC
é uma área para validação, realização de aulas práticas e demonstrações do
sistema para os produtores e demais interessados.
Na parte da tarde, a pesquisadora Valéria Sucena Hammes, também da Embrapa Meio Ambiente, apresentou a palestra “Toxicologia, previsão de safra e comercialização diferenciada de morangos na PIMo” aos produtores.
Eliana Lima, MTb 22.047
Embrapa Meio Ambiente
elima@cnpma.embrapa.br