O presidente do Banco de Investimento e Desenvolvimento da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental BIDC//Cedeao/, Christian Adovelande, e o embaixador do Senegal no Brasil, Fode Seck , estiveram na segunda-feira(8) na sede da Embrapa, localizada em Brasília/DF, onde foram recebidos pela diretora-executiva Tatiana de Abreu Sá.
O
banco quer o respaldo técnico da Embrapa na área de biocombustíveis em
15 países do oeste africano. O encontro foi coordenado por Alexandre
Cardoso, da Assessoria de Relações Internacionais (ARI) da Embrapa.
“O aumento no preço do barril de petróleo tem influência direta no
aumento da pobreza na região”, argumenta o responsável pelo Fundo para
Biocombustíveis e Energia Renovável do Banco, Thiermo Bocar Tall, que
acompanhou a delegação em visita à Embrapa Transferência de Tecnologia,
unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)
vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Para Tall, o encontro que deu prosseguimento ao memorando de
entendimento celebrado com a Empresa atendeu às expectativas. “O acordo
é um passo importante numa escala regional para assegurar a futura
independência energética e a melhoria da qualidade de vida dos países
envolvidos”, avalia. O presidente Adovelande, disse que há no continente
africano o interesse em atuar com o Brasil na transformação do biodiesel
em uma /commodity/.
Para tanto, o banco deseja obter suporte da Embrapa na estruturação da
cadeia produtiva do campo ao setor industrial, e na articulação com os
setores público e privado. ”Para além do acesso à tecnologia, desejamos
contar com o conhecimento que nos permita o seu domínio”, explica
Adovelande, que disse manter contatos também com o BNDES.
Alimentos
Para o presidente do BIDC, não há risco de o investimento
em agroenergia competir com a produção de alimentos, “temos terras para
ambos e vamos contar com a tecnologia da Embrapa para modernizar nossa
agricultura”. O gerente geral da Embrapa Transferência de Tecnologia,
José Roberto Rodrigues Peres, entende que com o suporte da representação
da Empresa na África e o envolvimento de uma instituição financeira como
o BIDC será possível associar ao projeto ações de incremento à produção
de plantas alimentares.
De acordo com o embaixador do Senegal, que no encontro representou
países do oeste africano que não contam com representação diplomática no
Brasil, cerca de 260 milhões de pessoas dos 15 países da região deverão
ser beneficiadas com as ações de pesquisa e desenvolvimento e de
transferência de tecnologia com a Embrapa, tanto na área de
biocombustíveis como na de alimentos.
Próximos passos
O gerente adjunto de Planejamento e Negócios, Filipe
Teixeira, recebeu a delegação na Embrapa Transferência de Tecnologia,
juntamente com o engenheiro da Unidade, Jairo Dolvim, e o chefe de
comunicações e negócios da Embrapa Agroenergia, José Eurípedes. Segundo
Teixeira, o Banco vai realizar o levantamento das demandas do bloco para
que se possam delinear as grandes linhas de ação. Posteriormente, será
feita análise dos gargalos de produção em cada país para identificação
das áreas em que a Embrapa oferecerá suporte técnico e tecnológico.
Valéria Costa – MTb. 15533/59/32 – SP
Embrapa Transferência de Tecnologia
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