A reunião inicial do projeto “Biocombustíveis e Segurança Alimentar: Caminhos, Impactos e Avaliação de Investimentos” teve início na manhã deesta segunda-feira (2) e segue até esta terça-feira (3) na Sede da Embrapa em Brasília (DF). O projeto está sendo realizado em conjunto pela Embrapa, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e Universidade de Stanford, com financiamento parcial da Fundação Bill e Melinda Gates. Além do Brasil, fazem parte a China, Índia, Moçambique, Senegal e Estados Unidos.
Participam do projeto, representantes da Embrapa, professores e pesquisadores das Universidades de Stanford e de Rutgers e do Instituto Internacional de Pesquisa em Políticas Alimentares - Ifpri, dos Estados Unidos e da Academia Chinesa de Ciências. Pela Embrapa, participam pesquisadores da Secretaria de Gestão Estratégica, da Secretaria de Cooperação Internacional, do Centro de Estudos Estratégicos e Capacitação e da Embrapa Agroenergia.
Na abertura, o coordenador do projeto na Embrapa, o pesquisador Antonio Flávio Dias Ávila, da coordenação de Avaliação de impactos da Secretaria de Gestão e Estratégias (SGE), falou da participação da empresa. “A nossa participação está em uma fase inicial no que se refere aos dados e análises que envolvem o Brasil. Tal participação, certamente, implicará na capacitação da equipe da Empresa no uso do modelo de equilíbrio geral em estudos futuros”, disse Ávila.
O Projeto visa responder algumas questões-chave para a segurança alimentar das populações que estão em áreas de cultivos energéticos, do tipo: como o aumento da demanda por biocombustíveis afeta o preço dos alimentos a nível global? Como o desenvolvimento dos programas de biocombustíveis afeta a produção agrícola e o comércio a nível regional e nacional? Quais são as implicações para a segurança alimentar das famílias mais pobres com o uso da terra e da água para a produção de biocombustíveis? A resposta a essas questões levará a recomendações que podem vir a orientar políticas públicas para o desenvolvimento econômico, social e ambiental dos programas de biocombustíveis.
No caso do Brasil, a Embrapa foi convidada a participar, com a responsabilidade de conduzir um estudo sobre a capacidade brasileira de produção regional e nacional de biocombustíveis e do nível de comercialização dos mesmos. Flávio Ávila explica que serão realizados estudos específicos sobre o impacto da produção de biocombustíveis na pobreza rural e na segurança alimentar. “A duração do projeto é de um ano, contado a partir da reunião de hoje”, salientou Ávila. Estão previstas mais duas reuniões técnicas, além de atividades de capacitação dos pesquisadores envolvidos na Universidade de Stanford.
Daniela Garcia Collares (MTb/114/01 RR)
Embrapa Agroenergia
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