Portal Brasil  
Personal tools
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
Página Inicial | Mapa do Site | English | Español
Sections
You are here: Home Imprensa Notícias 2010 Março 2ª Semana Biocombustíveis de 2º geração unem Embrapa e instituições do Reino Unido
Biocombustíveis de 2º geração unem Embrapa e instituições do Reino Unido (09/03/2010)
Document Actions
Leonardo Ferreira
Biocombustíveis de 2º geração unem Embrapa e instituições do Reino Unido

Está aberto, até 19 de março, o processo de seleção para o aperfeiçoamento de curta duração no Reino Unido que faz parte do projeto “Inglaterra-Brasil: pesquisa com biocombustíveis de segunda geração”, aprovado em 2009, entre a Embrapa Agroenergia e Universidades e Centros de Pesquisa do Reino Unido.

Podem participar analistas e pesquisadores da Embrapa e das instituições parceiras do Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária – SNPA. O projeto envolve o envio para o Reino Unido de até 15 profissionais, pelo período de 6 meses, para que desenvolvam pesquisas em laboratórios de centros de pesquisa.

Na primeira etapa do edital, foram selecionados quatro pesquisadores que, a partir desse mês, irão para a Inglaterra e Escócia. A pesquisadora da Embrapa Agroenergia, Cristina Machado, será a primeira representante do grupo. A partir do dia 22 de março, ela estará na Universidade de Nottingham (Inglaterra), para acompanhar e desenvolver técnicas de processo fermentativo e isolar microrganismos para a produção de etanol de 2º geração.

Em parceria com a professora da Universidade, Katherine Smart, considerada referência mundial em metabolismo de leveduras, Cristina irá desenvolver técnicas que também serão aplicadas paralelamente nos trabalhos de laboratório da Embrapa Agroenergia.

A Inglaterra tem mostrado interesse em desenvolver pesquisas com a Embrapa, nas áreas de biocombustíveis, especialmente para o etanol. “Dessa forma, o acordo vai fortalecer essa parceria. É importante para a Embrapa e para eles”, aponta a pesquisadora. Para Cristina, a oportunidade pode abrir portas para que outros intercâmbios ocorram.

Outras pesquisas

Além dela, os pesquisadores Hugo Molinari, da Embrapa Agroenergia e Cristiane Farinas, da Embrapa Instrumentação Agropecuária, partem para o país britânico e o pesquisador Jonny Scherwinski, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, para a Escócia.

No Centro de Pesquisas de Rothamsted, Molinari irá desenvolver um trabalho que relaciona a diminuição da formação de interligações de ácido ferúlico entre as xilanas, com o aumento da digestibilidade e a facilidade na separação dos componentes da parede celular das gramíneas.

Para a Embrapa, ressalta o pesquisador, esta pesquisa trará oportunidade do compartilhamento de técnicas e metodologias vinculadas a esta nova abordagem, as quais poderão ser incorporadas às novas estratégias de manipulação da parede celular de espécies com importância econômica para o Brasil, como a cana-de-açúcar. Além disso, esta oportunidade de intercâmbio permitirá ganho de conhecimento na área de feruloilação da parede celular de gramíneas, que representam um importante alvo para a engenharia genética de culturas de interesse energético.


Na Inglaterra, Cristiane vai desenvolver, de junho a dezembro, um projeto sobre a especificidade de enzimas que atuam na hidrólise da parede celular vegetal junto ao “Programa Açúcares da Parede Celular”, da Universidade de Cambridge. Nesse trabalho, a pesquisadora pretende adquirir conhecimentos sobre os novos métodos de análise quantitativa da atividade enzimática, ao trabalhar com o grupo do Centro de Bioenergia Sustentável da Universidade.

Cristiane considera que essa experiência poderá contribuir para o desenvolvimento dos processos fermentativos, possibilitando uma avaliação mais rápida e eficiente da produtividade enzimática em função da variação das condições operacionais.

Já na Escócia, na Universidade de Dundee, Jonny irá trabalhar a partir de julho, com biologia celular e transformação genética de plantas. “Estaremos trabalhando na manipulação da síntese de alguns constituintes da parede celular, em especial a lignina, a partir de estratégias de transgenia utilizando como planta modelo a cevada”, explica o cientista. “Embora o trabalho a ser desenvolvido seja com uma planta que não é utilizada para etanol de 2º geração no Brasil, a aplicação prática no meu retorno ao País será a de usar estratégias similares inicialmente em cana-de-açúcar”, complementa.

Os profissionais interessados em participar desse intercâmbio podem obter mais informações na página da Embrapa Agroenergia www.cnpae.embrapa.br ou pelo telefone (61) 3448-1582, com o Luiz Carlos Rodrigues.

Daniela Garcia Collares (MTb/114/01 RR)
Embrapa Agroenergia (Brasília/DF)
Contatos: (61) 3448-1581
daniela.collares@embrapa.br

Pesquisar
neste portal
em toda a Embrapa


Índice A-Z
A - B - C - D - E - F - G - H - I - J - K - L - M - N - O - P - Q - R - S - T - U - V - W - X - Y - Z

Enquete
Em que outro idioma você deseja obter as informações do Portal Embrapa?




Mais enquetes…