Com o objetivo de potencializar as tecnologias nas localidades onde se encontram a parcela da população com os menores índices de desenvolvimento do país, a Embrapa participa do programa Territórios da Cidadania do Governo Federal. “A Embrapa tem um papel fundamental nas ações estratégicas do programa”, comentou a subchefe adjunta de articulação e monitoramento da Casa Civil, Tereza Barreto Campello, nesta segunda-feira (18), durante a abertura do Seminário Território da Cidadania, na sede do Incra, em Brasília.
Além da Embrapa participaram do seminário a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) e Superintendências Federais. A idéia foi sensibilizar esses órgãos, vinculados ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), da importância do projeto, apresentar as ações em andamento, além de esclarecer as premissas básicas, esferas de decisões e o papel de cada um.
A coordenadora de Relações Institucionais da Assessoria de Relações Nacionais da Embrapa, Petula Ponciano Nascimento, apresentou os projetos que já estão sendo aplicados em cada região do país. Ela anunciou, ainda, a criação de uma linha temática no macroprograma 4 (carteira de projetos), para estimular a apresentação de projetos de transferência de tecnologia com foco na demanda dos territórios estabelecidos pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário.
Atualmente 26 unidades da Embrapa coordenam projetos em Territórios Rurais, são as chamadas unidades ecorregionais. “São nessas unidades onde está o cenário da operação, ou seja, onde se situam os territórios menos favorecidos. Daí um centro de pesquisa ecorregional tem que mostrar como se pode aproveitar as tecnologias geradas por toda a Embrapa e aplicá-las. Para a empresa isso é um grande exercício e nós como instituição de pesquisa sairemos ganhando”, explicou o diretor-executivo da Embrapa, Geraldo Eugênio.
Para o diretor, a Embrapa tem tudo para colaborar e ajudar o país. “Nós trabalhamos no campo com o pequeno e médio produtor. A idéia é fazer com que milhões de brasileiros que hoje sobrevivem ou vivem dos programas sociais possam ter uma renda, um nível de vida melhor e, assim, poderemos visualizar um país sem desigualdades regionais. Teremos então não mais Territórios da Cidadania, e sim, Territórios da Prosperidade”, declarou.
O programa
O programa Territórios da Cidadania foi lançado pelo Governo Federal em 2008. Coordenado pela Casa Civil e pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, conta com a articulação de 19 ministérios e reúne 170 ações de desenvolvimento regional e de garantia dos direitos sociais. Em 2008, participam do programa 60 territórios, o que equivale a 958 municípios. A meta é atingir 120 territórios até 2010.
Por sua concepção e gerenciamento, o Territórios da Cidadania difere de outros programas sociais por não se limitar a enfrentar problemas específicos com ações dirigidas. Ele combina diferentes ações para reduzir as desigualdades sociais e promover um desenvolvimento harmonioso e sustentável.
Segundo Tereza Barreto, o projeto é estratégico e importante para o Governo Federal e tem como principais objetivos a superação da pobreza rural e a geração de oportunidades.
Juliana Freire (MTb 3053/DF)
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