A Embrapa Hortaliças (Brasília-DF) e a Universidade Federal do Tocantins
vão firmar uma parceria para o avanço dos estudos visando a produção de
etanol a partir de batata-doce. O acordo foi discutido durante uma
visita dos pesquisadores Márcio Antônio da Silveira, coordenador do
projeto de produção de etanol a partir da biomassa de batata-doce da
Universidade Federal de Tocantins (UFT), e Tarso da Costa Alvim, à
Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, nessa
quinta-feira (14).
Segundo Márcio Silveira, a idéia é unir as experiências das duas
instituições. “A tecnologia que existe atualmente já é aplicada, mas
ainda vai evoluir. A UFT e a Embrapa podem fazer um trabalho conjunto
com a batata-doce em termos de agroenergia”, afirma.
O chefe-geral da Embrapa Hortaliças, Celso Luiz Moretti, destaca a idéia
de fortalecer a rede de parceiros, convidando a Embrapa Agroenergia
(Brasília-DF) e outras instituições de ensino e pesquisa com trabalhos
na área para participar da iniciativa.
Márcio Silveira explica que a universidade trabalha há dez anos no
desenvolvimento dessa tecnologia. Hoje, a UFT possui uma usina piloto
que produz 150 litros de etanol de batata-doce por dia e o resíduo da
produção é aproveitado como ração animal.
Na Embrapa Hortaliças, os estudos se concentram na avaliação de
materiais genéticos de batata-doce com aptidão para a produção de
álcool. Parte desse banco de cultivares pode ser intercambiado entre as
duas instituições e demais parceiros.
De acordo com Márcio Silveira a rusticidade, o ciclo curto de produção e
a alta variabilidade genética são algumas das vantagens que a
batata-doce apresenta na produção de álcool. Segundo o pesquisador, a
produtividade dessa hortaliça pode chegar e 40 toneladas por hectare e o
custo de produção do álcool obtido na UFT é de 47 centavos por litro.
Celso Moretti, acredita que o primeiro fruto da parceria poderá ser
produzido ainda esse ano. Trata-se de uma publicação reunindo todas as
informações geradas até o momento sobre a utilização de hortaliças com
aptidão para a produção de bioenergia. “Já existem muitos trabalhos
nesse sentido e esse é um campo ainda aberto para estudos”, afirma.
Marcos Esteves (4505/14/45v/DF)
Embrapa Hortaliças
Contatos.: (61) 3385-9109
marcos.esteves@cnph.embrapa.br

