Palestras e distribuição de três mil mudas de 19 espécies nativas para recuperação da mata ciliar às margens do Rio São Francisco. É assim que a Embrapa Transferência de Tecnologia, por meio do Escritório de Negócios de Petrolina (PE), celebra durante toda esta semana o dia do Meio Ambiente, comemorado nesta quinta-feira(5).
O objetivo é atrair educadores, ribeirinhos, fazendeiros e estudantes para o tema, alertando para a necessidade de cuidar hoje do amanhã, diz o gerente geral da unidade, José Roberto Rodrigues Peres.
A ação conta com o apoio do Lions Clube e do Exército numa programação que teve início na segunda-feira(2) com palestras em cinco escolas da rede pública de ensino municipal e estadual, e estende-se até a sexta-feira (6).
O ponto alto das atividades está marcado para hoje, quando será feito o plantio das mudas numa área de cerca de quatro hectares às margens do rio São Francisco, informa o gerente do Escritório de Negócios localizado na cidade, Lázaro Eurípedes Paiva.
A iniciativa, segundo Lázaro, é do Projeto Mata ciliar, criado e coordenado pela Embrapa Transferência de Tecnologia em parceria com a Companhia de Desenvolvimento do Vale do S. Francisco (Codevasf) e o Fundo de Desenvolvimento da Região (Funder) e conta com o apoio da Embrapa Semi-Árido.
A agrônoma e bolsista do projeto, Meridiana Araújo Gonçalves, explica que as atividades programadas para a data integram as ações do Projeto, desenvolvido ao longo do ano, e que visa à recomposição das margens degradadas do rio, além da educação para o bom uso dos recursos naturais.
Lixo por muda
Jenipapo e jatobá são algumas das 19 espécies de mudas nativas do bioma caatinga, em especial as frutíferas, que foram trocadas na última quarta-feira, 4, por lixo reciclável. “Propusemos aos estudantes a troca de lixo reciclável pelas plantas, foi o que fizemos, depois de termos promovido dois dias de palestras nas escolas”, esclarece a agrônoma que prevê alcançar cerca de dois mil alunos com a atividade.
“Toda a comunidade é envolvida, mas a ação começa dentro das escolas porque os jovens precisam ser sensibilizados para a importância de preservar o Rio com suas matas nativas”, argumenta Gonçalves. Por esse motivo, lembra, as mudas não são simplesmente distribuídas e, quando da sua entrega, vão carregadas de significado e acompanhadas de folderes com informações sobre as formas de plantio e importância ambiental da espécie.
Parque
Hoje, munidas de conhecimento e mudas, as crianças seguem para o bairro Pedra do Bode - onde as margens do São Francisco estão sendo degradas por conta do avanço do mercado imobiliário, diz a agrônoma.
Lá promoverão, em conjunto com ribeirinhos, a recomposição da mata ciliar a partir do plantio das espécies. Amanhã, a comunidade segue para o Parque Municipal Josefa Coelho, onde além de recolher o lixo farão a arborização do espaço público com cerca de 300 mudas, também de espécies nativas da região.
As mudas distribuídas para a população são multiplicadas por técnicos do Escritório de Negócios de Petrolina, com metodologia desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
As áreas para a multiplicação das plantas são cedidas por fazendeiros da cidade. Já empresários locais são chamados a apoiar o trabalho colaborando com o transporte e a alimentação dos estudantes, professores e agricultores envolvidos nas atividades. A produção das mudas é custeada pelo Projeto Mata Ciliar.
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