A Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP), a Embrapa Amazônia Oriental (Belém, PA) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – Incra/Marabá realizam em 26 de novembro de 2008 curso sobre avaliação de impactos ambientais da cadeia produtiva de madeira para produção de carvão, no auditório do Incra, em Marabá, PA.
Conforme um dos coordenadores do curso, o pesquisador da Embrapa Meio Ambiente Cláudio César de A. Buschinelli, novas diretrizes governamentais prevêem a utilização da biomassa florestal para a matriz energética brasileira, resultando na expansão da área de florestas plantadas no País.
Para ele, “a provável expansão de plantios florestais e o estímulo ao uso da biomassa como energia levam ao questionamento se estas cadeias produtivas serão viáveis, competitivas e sustentáveis na produção de biocombustíveis”.
A Embrapa iniciou recentemente um projeto de pesquisa que visa desenvolver estudos sobre o potencial de formação de florestas energéticas utilizando o taxi-branco (Sclerolobium paniculatum), espécie nativa que demonstra ser uma excelente alternativa para a produção de carvão pelas características de sua madeira, muito semelhantes às do eucalipto.
A região de Marabá se destaca por ser um pólo guseiro, com concentração de empresas que demandam grandes quantidades de carvão como fonte energética para os processos siderúrgicos. Este fato, aliado à possibilidade do taxi-branco ser usado para produção de carvão vegetal, motivou a escolha de Marabá como local para o curso.
Treinamento dos atores sociais
Buschinelli explica que o objetivo é treinar os atores sociais diretamente envolvidos com a cadeia produtiva da madeira destinada à obtenção de carvão, na avaliação de impactos socioambientais da atividade produtiva e da sua sustentabilidade. Por isso, é importante a participação de produtores rurais, empresas produtoras de ferro gusa, produtores de carvão vegetal, representações sociais, agroindústrias e suas representações, instituições de pesquisa, extensão, desenvolvimento e capacitação, gestores públicos e comunitários, agências de fomento e instituições de crédito.
Serão abordados temas como recuperação de áreas degradadas com base em sistema de produção florestal energético-madeireiro, seus indicadores de custos, produtividade e renda, pelo pesquisador Silvio Brienza, da Embrapa Amazônia Oriental; política de reflorestamento do estado do Pará, pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal do Estado - Ideflor, além da apresentação do componente ambiental do Projeto Florestas Energéticas da Embrapa e métodos de avaliação de impacto e de gestão ambiental de atividades rurais, pelos pesquisadores Adriana Moreno Pires e Cláudio César de A. Buschinelli, da Embrapa Meio Ambiente.
Na parte prática haverá avaliação socioambiental da cadeia produtiva de madeira para o carvão na região de Marabá.
São 35 vagas com inscrições gratuitas.
Serviço
Auditório do Incra
Av. Amazônia s/nº, Agrópolis, Bairro Amapá
Marabá, PA
Cristina Tordin MTb 28.499
Embrapa Meio Ambiente
cris@cnpma.embrapa.br
(19) 3311.2608