Escola Agroextrativista do Maracá recebe curso de manejo florestal
(01/07/2009)
Criada há oito anos, a Escola Família Agroextrativista do Maracá, município de Mazagão (AP), está localizada em uma região rica em produtos madeireiros e não-madeireiros. Com uma matriz curricular focada no
extrativismo, sobretudo da castanha-do-Brasil, a Escola do Maracá esta semana transforma-se em um pólo de aprendizado em manejo florestal.
No período de 29 de junho a 3 de julho, o engenheiro agrônomo Henrique Gomes é o instrutor do curso “Manejo florestal de uso múltiplo”, com uma
programação de aulas teóricas e práticas no entorno da escola. O curso fazparte do projeto de transferência de tecnologias e de conhecimentos da Embrapa, executado nas cinco Escolas Famílias do Amapá sob coordenação do analista da Embrapa Amapá, Jackson de Araújo dos Santos.
O conteúdo do curso aborda temas como o conceito legal de manejo florestal, plano de manejo, censo florestal, corte de cipós, planejamento
da exploração, abertura de estradas e pátios de estocagem, corte das árvores, proteção da floresta contra o fogo e práticas silviculturais (cultivo de espécies florestais).
“Nesta capacitação, os alunos de técnicas agroextrativistas recebem diversas instruções, uma delas é como executar um plano de manejo usando GPS na marcação das parcelas”, disse o engenheiro agrônomo Henrique Gomes, orientando do pesquisador da Embrapa Amapá, Marcelino Guedes, no curso de mestrado em Biodiversidade Tropical. Ele tem como auxiliar no curso, o assistente da Embrapa Amapá, Carlos Alberto Monte Verde Pinheiro.
Na apostila distribuída aos alunos, um dos textos conceitua o manejo florestal como “um conjunto de técnicas empregadas para colher cuidadosamente parte das árvores grandes de tal maneira que as menores a serem colhidas futuramente sejam protegidas”.
No País, o manejo florestal foi definido legalmente, pela primeira vez, no Código Florestal Brasileiro de 1965, que definiu que as florestas da Amazônia só podem ser utilizadas por meio de planos de manejo. Em 1989, uma ordem de serviço do Ibama definiu um protocolo de plano de manejo, incluindo especificação de
técnicas de extração para diminuir os danos à floresta, estimativas do volume a ser explorado, tratamentos silviculturais e métodos de monitoramento do desenvolvimento da floresta após a exploração.
O agrônomo Henrique Gomes explica que a expressão manejo florestal de uso múltiplo é indicada para produtos florestais madeireiros e também não
madeireiros, a exemplo da andirobeira, mururmuruzeiro e o açaizeiro. Durante o curso, os alunos terão acesso a informações e dados que justificam a importância do manejo florestal, citando benefícios como a
continuidade da produção, segurança de trabalho, respeito à lei, oportunidades de mercado, conservação florestal e serviços ambientais, e também conhecerão as etapas de um plano de manejo florestal de açaizeiro
em área de várzea.
O projeto de transferência de tecnologias para as
Escolas Famílias faz parte do portfólio de tecnologias sociais do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), sendo executado em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Rural do Amapá (SDR) e Rurap, o órgão estadual de extensão e assistência técnica.
Dulcivânia Freitas (DRT/PB 1.063)
(96) 4009-9511/9902-9959
dulcivania@cpafap.embrapa.br
extrativismo, sobretudo da castanha-do-Brasil, a Escola do Maracá esta semana transforma-se em um pólo de aprendizado em manejo florestal.
No período de 29 de junho a 3 de julho, o engenheiro agrônomo Henrique Gomes é o instrutor do curso “Manejo florestal de uso múltiplo”, com uma
programação de aulas teóricas e práticas no entorno da escola. O curso fazparte do projeto de transferência de tecnologias e de conhecimentos da Embrapa, executado nas cinco Escolas Famílias do Amapá sob coordenação do analista da Embrapa Amapá, Jackson de Araújo dos Santos.
O conteúdo do curso aborda temas como o conceito legal de manejo florestal, plano de manejo, censo florestal, corte de cipós, planejamento
da exploração, abertura de estradas e pátios de estocagem, corte das árvores, proteção da floresta contra o fogo e práticas silviculturais (cultivo de espécies florestais).
“Nesta capacitação, os alunos de técnicas agroextrativistas recebem diversas instruções, uma delas é como executar um plano de manejo usando GPS na marcação das parcelas”, disse o engenheiro agrônomo Henrique Gomes, orientando do pesquisador da Embrapa Amapá, Marcelino Guedes, no curso de mestrado em Biodiversidade Tropical. Ele tem como auxiliar no curso, o assistente da Embrapa Amapá, Carlos Alberto Monte Verde Pinheiro.
Na apostila distribuída aos alunos, um dos textos conceitua o manejo florestal como “um conjunto de técnicas empregadas para colher cuidadosamente parte das árvores grandes de tal maneira que as menores a serem colhidas futuramente sejam protegidas”.
No País, o manejo florestal foi definido legalmente, pela primeira vez, no Código Florestal Brasileiro de 1965, que definiu que as florestas da Amazônia só podem ser utilizadas por meio de planos de manejo. Em 1989, uma ordem de serviço do Ibama definiu um protocolo de plano de manejo, incluindo especificação de
técnicas de extração para diminuir os danos à floresta, estimativas do volume a ser explorado, tratamentos silviculturais e métodos de monitoramento do desenvolvimento da floresta após a exploração.
O agrônomo Henrique Gomes explica que a expressão manejo florestal de uso múltiplo é indicada para produtos florestais madeireiros e também não
madeireiros, a exemplo da andirobeira, mururmuruzeiro e o açaizeiro. Durante o curso, os alunos terão acesso a informações e dados que justificam a importância do manejo florestal, citando benefícios como a
continuidade da produção, segurança de trabalho, respeito à lei, oportunidades de mercado, conservação florestal e serviços ambientais, e também conhecerão as etapas de um plano de manejo florestal de açaizeiro
em área de várzea.
O projeto de transferência de tecnologias para as
Escolas Famílias faz parte do portfólio de tecnologias sociais do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), sendo executado em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Rural do Amapá (SDR) e Rurap, o órgão estadual de extensão e assistência técnica.
Dulcivânia Freitas (DRT/PB 1.063)
(96) 4009-9511/9902-9959
dulcivania@cpafap.embrapa.br

