Um seminário realizado
na quinta-feira (2) , na Assembléia Legislativa do RS, foi o início de uma
série de encontros entre produtores, comunidade científica e poder
público em busca de alternativas nos modelos de agricultura familiar
capazes de suportar as estiagens no estado.
Conforme o Chefe Geral
da Embrapa Trigo, o agrometeorologista Gilberto Cunha, algumas
regiões são mais vulneráveis aos impactos do clima. “As regiões
da Metade Sul e Noroeste apresentam, historicamente, menor frequencia
de chuvas. Em anos de anomalias intensas como as estiagens, essas
áreas acabam mais afetadas que o resto do estado”. Segundo o
pesquisador, o produtor precisa aprender a conviver com as estiagens,
cabe então a pesquisa e ao governo oferecer suporte na adoção de
modelos de produção mais adequados a restrições hídricas.
A programação na Embrapa Trigo inicia às 8h30, com o pronunciamento do vice-prefeito de Passo Fundo, Renê Cecconello; após, acontece a palestra “Estiagens e impactos na Agricultura do RS”, com o Chefe Geral da Embrapa Trigo, Gilberto Cunha; e a palestra “Desafios da Agricultura Familiar frente às Estiagens”, com o presidente da Assembléia Legislativa do RS, deputado Ivar Pavan.
Nos próximos meses, segue uma série de audiências públicas promovidas Assembléia nas regiões mais atingidas: Santa Rosa, Três de Maio, Canguçu e Erechim. A formulação de uma proposta para a política de estiagem esta prevista para o mês de setembro.
Joseani M Antunes
Embrapa Trigo
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