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Fórum quer revitalizar Zona Oeste do Rio de Janeiro (29/06/2009)
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A Zona Oeste do Rio de Janeiro concentra 27% da população do município e tem a maior densidade industrial distribuída nas cadeias de metal-mecânica, minerais não metálicos, produtos alimentícios, papel, gráfica e produtos químicos.

No entanto, é uma região há muito esquecida pelo poder público o que tem gerado problemas de segurança, ocupação irregular do solo e baixo aproveitamento da mão-de-obra. Para reverter esse quadro, uma rede de empresas públicas e privadas ligadas ao Fórum Permanente de Desenvolvimento Estratégico do Estado promete discutir alternativas com base no diagnóstico feito pelo Instituto de Economia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, apresentado na segunda-feira (29) no Palácio Tiradentes.

De acordo com a pesquisa, o maior potencial da Zona Oeste do Rio é o pólo metal-mecânico com ênfase na produção de aço inox, mas falta mão-de-obra qualificada para atender a demanda desse setor. “Apesar da ampla oferta de cursos (a região tem 12 instituições de ensino técnico-profissional e 12 de ensino superior), estes não atendem as demandas das indústrias”, frisou a coordenadora da pesquisa Renata Lèbre La Rovere.

A pesquisa concentrou-se em Campo Grande, Bangu, Santa Cruz e Realengo. “Santa Cruz, por exemplo, concentra a maioria das grandes empresas e, ao mesmo tempo, tem os piores índices de desenvolvimento humano”, mostrou Renata que considera como possível solução a integração de entidades públicas e privadas da região como caminho para solucionar boa parte dos problemas.

A Embrapa Agroindústria de Alimentos, que fica em Guaratiba, bairro próximo a Campo Grande e Santa Cruz, pode contribuir neste esforço articulando a capacitação de profissionais ligados a produção e beneficiamento de alimentos. De acordo com a pesquisa, o setor alimentício tem grande representação em Campo Grande. “Vamos conversar com a representação do Fórum para definir nossa participação neste projeto”, afirmou Murillo Freire, supervisor da Área de Comunicação e Negócios.

O Fórum é presidido pela Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro e para facilitar a comunicação e a articulação de parcerias conta com um site (www.alerj.rj.gov.br) e atende pelo fone 21 2588 1352.


Outras informações:
Pesquisador Murillo Freire (mfreire@ctaa.embrapa.br)
Embrapa Agroindústria de Alimentos
21 3622 9600

Fórum de Desenvolvimento do Rio de Janeiro (www.alerj.rj.gov.br) 
Jornalista Rafael Augusto
21 2588 1352
(forumdesenvolvimentorj@alerj.rj.gov.br)

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