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Indicação geográfica do pêssego de Pelotas e região em debate (10/06/2010)
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Foto Embrapa
Indicação geográfica do pêssego de Pelotas e região em debate

Cerca de 40 pessoas, entre produtores, industriais, pesquisadores, representantes municipais e demais segmentos da cadeia produtiva do pêssego estiveram reunidos na tarde de quarta-feira (9), na Embrapa Clima Temperado, para discutir e dar os encaminhamentos necessários à implantação de um processo de indicação geográfica para o pêssego da região de Pelotas.

A Embrapa Clima Temperado apresentou os procedimentos necessários para a obtenção da indicação geográfica junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). Dentre os passos, destacam-se: levantamento da evolução histórica da produção de pêssegos na região, zoneamento, uso e cobertura dos solos, descrição e características, além de aspectos nutracêuticos, funcionais e sensoriais dos produtos.
   
A cadeia produtiva do pêssego também precisa estabelecer as normativas relativas às Boas Práticas de Produção Agrícolas e Boas Práticas de Fabricação para o pêssego, envolvendo ações e processos, que vão desde o manejo no campo até a mesa do consumidor. O resgate e a organização documental funcionariam como um DNA do território, envolvendo o solo, o clima e o sistema de produção.

O Chefe Adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento, Clenio Nailto Pillon, enfatizou a importância do processo de Indicação Geográfica para o Pêssego (IGP) como uma alternativa para garantir a sobrevivência dessa cadeia produtiva no longo prazo. “Neste momento, esse processo deixa de ser uma oportunidade e passa a ser uma necessidade para toda cadeia produtiva”, comenta Pillon. "É preciso garantir aos consumidores que compram produtos certificados que todos os anos eles vão encontrar produtos de qualidade igual”, comentou o pesquisador da Embrapa Clima Temperado, com experiência acumulada na Indicação de Procedência para o Vinho do Vale dos Vinhedos, na Serra Gaúcha, Carlos Alberto Flores.

O proprietário da fábrica de Doces Crochemore, Paulo Afonso Crochemore, enfatizou que iniciativas que pretendem agregar valor a atividade dos produtores e a produção local são validas, pois estão diretamente relacionadas a auto-estima e a qualidade das atividades realizadas, fortalecendo o trabalho em rede.

Ao final da reunião, ficou estabelecido a criação de um Grupo de Trabalho multiinstitucional com representantes de todos os segmentos da cadeia produtiva, cuja estruturação oficial ocorrerá a partir de correspondência oficial a ser encaminhada pela Embrapa Clima Temperado nos próximos dias. Esse grupo terá a missão de elaborar a proposta de projeto da IGP da região de Pelotas a ser encaminhada ao INPI.
   
Participam da atividade, representantes da Embrapa Clima Temperado, Emater∕RS-Ascar, UFPel, AzonaSul, Associação de Produtores de Pêssegos de Pelotas, Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Pelotas, Sindocopel, Capa, Cafsul, Banco do Brasil, industrias de pêssegos, Prefeituras Municipais de Pelotas, Cerritto e Canguçu.

Christiane Rodrigues Congro – Mtb-SC 00825/9
Colaboração: Giulliane Viêgas (estagiária)
Embrapa Clima Temperado (Pelotas/RS)
Contats: (53) 3275-8113
cristiane.congro@cpact.embrapa.br

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