A TV Panorama (afiliada da Globo em Juiz de Fora – MG) produziu para o programa Globo Rural uma reportagem que fala sobre a importância do continente africano para a pecuária brasileira. Na matéria foi ouvido o pesquisador e chefe-adjunto de Administração da Embrapa Gado de Leite, Antônio Vander.
A reportagem vai mostrar que o continente que sedia a copa do mundo possui alguma “tradição no gramado”, além de um futebol que tem contagiado o mundo nos últimos anos. Mas “Gramado”, neste caso, quer dizer gramíneas. A própria grama que cobre boa parte dos campos de futebol do Brasil tem origem africana. Capim gordura, colonião, estrela africana e capim elefante são variedades que vieram do continente da copa e se naturalizaram brasileiras.
A princípio as gramíneas vieram nos navios negreiros, onde serviram de cama para os escravos. Chegando ao Brasil, as sementes encontravam as condições ideais para se reproduzir espontaneamente.
Somente em meados do século XX, as espécies forrageiras africanas foram implantadas no país de forma sistemática e científica, visando, principalmente, a alimentação desse que se tornaria um dos maiores rebanhos bovinos do mundo.
Hoje o melhoramento genético naturalizou as espécies africanas. O caminho das forrageiras agora é o inverso. O escritório da Embrapa na África está reimplantando as forrageiras melhoradas geneticamente no Brasil para incrementar a pecuária dos países africanos.
A reportagem do Globo Rural vai ao ar neste domingo (13), às 8h.
Rubens Neiva
Jornalista - Embrapa Gado de Leite
(32) 3311-7510 / 9199-4757

