A parceria para implementação de laboratórios virtuais e promoção de pesquisa agrícola e inovação foi assinada, na terça-feira (29), pela Embrapa e a Academia Chinesa de Ciências Agrícolas (CAAS). Os próximos passos assinalam, ainda para este ano, visitas mútuas de pesquisadores a ambos os países.
A expectativa é que os pesquisadores façam um intercâmbio, com duração de um a dois meses, para conhecer melhor os programas de pesquisa de cada uma das instituições parceiras, de modo a identificar a possíveis prioridades de trabalho.
De acordo com o chefe da Secretaria de Relações Internacionais da Embrapa, Francisco Basílio de Souza, o planejamento do Labex China precisa ser mais elaborado e detalhado do que foram seus antecessores norte-americano e europeu, tendo em vista as peculiaridades chinesas, como o idioma e a cultura. “Precisamos conhecer, ainda, o modo de pesquisa de nossos parceiros”, frisa.
O diretor-presidente da Embrapa, Pedro Arraes, vê no Labex China uma oportunidade de Brasil e China trabalharem juntos em prol da segurança alimentar. O vice-presidente da CAAS, professor Liu Xu, aponta como prioridade, além da segurança alimentar, a segurança energética.
As cooperações em ciência e tecnologia serão realizadas, a partir de projetos nas áreas de agricultura e recursos naturais. As principais áreas incluem recursos e melhoramentos genéticos, biomassa e bioenergia, tecnologia de alimentos, ciência animal e veterinária e pastagens, entre outras.
A cooperação é parte do Plano de Ação Conjunta entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República popular da China 2010-2014, assinado esse ano entre os dois países.
Mônica Silveira – 682/05/34/DRT-DF
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