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Plantas daninhas exigem controle na entressafra (01/07/2010)
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Foto Embrapa
Plantas daninhas exigem controle na entressafra

A elevada quantidade de plantas daninhas nas lavouras brasileiras e a resistência de algumas espécies a herbicidas, mais do que nunca, exigem a adoção de um conjunto de práticas como o controle das infestantes durante todo o ano.

O manejo adequado das lavouras na entressafra irá determinar a pressão de infestação durante a safra de verão, avalia o pesquisador Dionísio Gazziero, da Embrapa Soja. “O controle de plantas daninhas em culturas de safrinha e em períodos de pousio (entressafra) é uma forma importante de reduzir a quantidade de espécies como amendoim-bravo, picão-preto e outras que podem infestar a soja cultivada posteriormente”, explica.

Gazziero reforça que as áreas ocupadas com as “culturas de safrinha”, sem o controle adequado das infestantes, permitem o aumento do banco de sementes. Da mesma forma, as áreas deixadas em pousio na entressafra, no período que antecede ou sucede as culturas de inverno também possibilitam a sobrevivência das espécies que possuem capacidade de multiplicação durante o ano.

“O aumento do banco de sementes dificulta a operação de manejo na pré-semeadura e durante a safra de soja. Dependendo da espécie, podem ser produzidas de mil a 100 mil sementes por plantas. A maior parte germina no verão e vai interferir nas culturas comerciais. “Vale ressaltar ainda que o manejo inadequado das plantas daninhas foi uma das razões que favoreceu o aumento da resistência de plantas daninhas, como a buva resistente ao glifosato” enfatiza Gazziero.

As práticas sugeridas para se evitar a disseminação de plantas daninhas incluem o uso de sementes de boa procedência, limpeza rigorosa de máquinas e implementos e a eliminação dos primeiros focos de infestação.

Espécies de difícil controle, tais como erva-de-santa-luzia, poaia-branca, agriãozinho, capim-barbicha-de-alemão e corda-de-viola, podem ser selecionadas em função do uso continuado do mesmo produto químico. Além disso, plantas de buva e de azevém resistentes ao glifosato justificam ainda mais o manejo adequado dessas espécies, principalmente no período de entressafra. “Para evitar a seleção de espécies tolerantes e resistentes ao glifosato é importante rotacionar culturas e também herbicidas com diferentes mecanismos de ação”, alerta.

Segundo Gazziero, a invasora prejudica a cultura por competir por luz solar, por água e por nutrientes. Conforme a espécie e o nível de infestação, as plantas daninhas podem reduzir a eficiência da colheita e aumentar o nível de impurezas e a umidade dos grãos. “As plantas daninhas sempre existiram e vão existir. Dependendo de como são manejadas causam mais ou menos problemas; exigem mais ou menos produtos químicos e recursos para serem controladas. É preciso que as tecnologias existentes sejam aplicadas adequadamente”.

Lebna Landgraf (MTb 2903)

Embrapa Soja

Contatos:(43) 3371 6061


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