A produção de alimentos de origem vegetal e animal para regiões áridas e semiáridas e tecnologias avançadas, como nanotecnologia e biotecnologia, são temas que deverão estar na pauta das próximas discussões sobre cooperação entre a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e instituições de pesquisa agrícola da República Islâmica do Irã.
Essa foi a proposta do diretor-presidente em exercício da Embrapa, Geraldo Eugênio de França, ao vice-ministro iraniano de Assuntos Estrangeiros, Amir Mansour Borghei, na manhã de quarta-feira (31), na Sede da estatal.
Borghei e técnicos iranianos visitaram a Embrapa com a intenção de conhecer melhor as tecnologias do Brasil. ”Nosso objetivo é alcançar produção para segurança alimentar e estamos com um programa para esse fim para os próximos cinco anos”, comentou o vice-ministro. “Admiramos o sucesso da agricultura do Brasil”, elogiou.
Em novembro de 2009, a Embrapa e a Organização para Pesquisa, Educação e Extensão Agrícola (AREEO, sigla em Inglês) firmaram convênio, com prazo de cinco anos, que contempla parcerias em cooperação técnico científica. Esse documento (chamado de convênio guarda-chuva) permite que, futuramente, sejam celebrados projetos específicos.
Em 2008, o diálogo sobre projetos de pesquisa foi iniciado entre a direção do Instituto de Veterinária do Irã e a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Brasília-DF).
De acordo com dados do Banco Mundial o setor agrícola do Irã é responsável por 11% do Produto Interno bruto (PIB). As principais áreas demandas pelos iranianos ao Brasil, inclusive previstas no Convênio Interinstitucional celebrado em novembro de 2009, têm sido: controle biológico de pragas, culturas adaptadas a regiões áridas, recursos genéticos, pesquisas no ramo de plantas industriais (entre elas algodão e cana-de-açúcar).
Deva Rodrigues (MTb/RS 5297)
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