Quem visitou, na manhã de sexta-feira( 22), a I Feira Agroecológica “Unidos Contra Fome”, além de ter acesso muito conhecimento, pode degustar variedades de macaxeira e batata-doce biofortificadas – com teores de nutrientes aumentados, graças a trabalhos de pesquisa e desenvolvimento da Embrapa e seus parceiros.
O evento fez parte da programação da Semana Mundial da Alimentação, que tem à frente, em Sergipe, a Secretaria de Estado da Inclusão, Assistência e do Desenvolvimento Social de Sergipe (Seides) e o Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (Conseas).
As atividades começaram às 9 horas, com palestras sobre biofortificação e segurança alimentar, no auditório da Seides. O pesquisador Fernando Curado, da Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju, SE), iniciou as apresentações, mostrando as ações e resultados do projeto "Biofortificação de Alimentos no Brasil", uma rede de pesquisa liderada pela Embrapa e que envolve pesquisadores de diversas instituições.
Pesquisa
Curado, que lidera o plano de ação sobre nutrição no projeto, falou sobre a importância da pesquisa e desenvolvimento de alimentos biofortificados no contexto da segurança alimentar, tanto no Brasil quanto em Sergipe.
As ações do projeto acontecem de forma piloto com crianças em idade pré-escolar em Pacatuba, município do Baixo São Francisco Sergipano com baixos indicadores de segurança alimentar. Desde 2007, a Embrapa e seus parceiros desenvolvem variedades de milho, feijão comum e caupi, mandioca, bata-doce e arroz com níveis aumentados de ferro, zinco e betacaroteno – nutriente facilitador da produção de vitamina A.
Sementes das variedades desenvolvidas serão distribuídas a agricultores familiares para plantio e fornecimento para merenda nas escolas que integram o projeto. O principal objetivo é reduzir os índices de desnutrição verificados pelo Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan – 2007), que chegaram a 9% em crianças com até sete anos beneficiadas pelo Bolsa Família em Sergipe.
Coordenado pela Embrapa Agroindústria de Alimentos (Rio de Janeiro, RJ) e Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju, SE), Unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o projeto Biofort tem a parceria dos programas HarvestPlus, Agrosalud e do Fundo de Pesquisa Embrapa/Monsanto, além do Governo de Sergipe (Seides, Seed, Sagri, SES, Emdagro) e da Universidade Federal de Sergipe. Outras seis Unidades da Embrapa também atuam como parceiras em ações da pesquisa.
Feira
Na I Feira Agroecológica “Unidos Contra Fome”, logo após as palestras, no pátio da Seides, os visitantes puderam saborear e levar para casa frutas e verduras orgânicas, derivados do leite e da mangaba de diversos municípios sergipanos, além de variedades de batata-doce e macaxeira preparadas na hora.
No estande da Embrapa Tabuleiros Costeiros, os visitantes degustaram os alimentos, assistiram a vídeos com informações sobre as pesquisas e tiraram dúvidas sobre biofortificação com os atendentes.
A primeira-dama do Estado, Eliane Aquino, prestigiou o evento e afirmou que o Governo do Estado tem interesse em realizar novas edições da feira, agregando novas parcerias e divulgando tecnologias agroecológicas. “A iniciativa é louvável porque traz o agricultor de sua região para apresentar aqui, próximo do público, suas experiências com a agroecologia, e ainda possibilita a ele a apresentação e venda de seus produtos. Desejamos fazer dela um evento mensal ou quinzenal. Tantos produtos bonitos, higienizados, sem nenhum tipo de agrotóxico precisam, sim, chegar aos consumidores”, considerou Eliane Aquino.
Para Fernando Curado, a realização da feira é fundamental ao garantir para os agricultores uma forma de protagonismo. “A valorização da produção agroecológica já vem sendo reconhecida pelo Governo do Estado com a implantação de alguns projetos no interior de Sergipe, fortalecendo, dessa forma, a política de segurança alimentar", destacou.
A assistente social Cláudia Cardoso provou e aprovou a macaxeira e batata-doce biofortificadas. “A batata é deliciosa, e é até mais macia que a que costumo comer. Eu compraria e comeria em casa, com certeza. A cor mais intensa também nos dá a sensação de que é um alimento mais forte e consistente”, afirmou.
Saulo Coelho (MTb/SE 1065)
Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju, SE)
Contatos: saulocoelho@cpatc.embrapa.br / (79) 4009-1381
*Com informações da Ascom/Seides
Mais Informações: sac@cpatc.embrapa.br

