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Limpeza clonal do maracujazeiro por microenxertia

Por: Embrapa Cerrados, Acervo

O Maracujazeiro-azedo (Passiflora edulis Sims), apesar de ser uma das frutíferas de grande importância para o Brasil, apresenta baixa produtividade frente ao seu potencial. Entre os principais fatores está a ocorrência de enfermidades que afetam, além da produtividade, a qualidade dos frutos e aumentam os custos de produção. A virose do endurecimento dos frutos, causada por Cowpea aphid-borne mosaic virus (CABMV) e por Passion fruit woodiness virus (PWV) é a principal doença de etiologia viral do maracujazeiro-azedo. O método de limpeza é por microenxertia ex-vitro. A metodologia pode ser utilizada para a limpeza clonal dos acessos de maracujazeiro-azedo de interesse para o Programa de Melhoramento. Utiliza-se ápices caulinares, provenientes de plantas infectadas. A microenxertia pode ser realizada no hipocótilo e no epicótilo. Apesar do maior pegamento, a microenxertia realizada no epicótilo é mais difícil de ser executada e proporciona maior incidência de brotações adventícias. A indexação realizada aos 80 a 100 dias após a microenxertia pelo teste Elisa indireto ou por RT-PCR mostrou que mais de 90% das plantas testadas não apresentavam vírus detectável. As vantagens da metodologia é que permite a propagação vegetativa de acessos de interesse econômico, e multiplicação em telados antiafídicos, permitindo a distribuição de mudas uniformes e livres de doenças.

Unidade: Embrapa Cerrados

Data de publicação: 12/11/2021

Palavras-chave: microenxertia, maracujazeiro azedo, limpeza clonal