Melhoramento da palma de óleo para resistência ao amarelecimento fatal, alta produtividade e reduzido crescimento, por métodos clássicos, seleção genômica e biotecnologias

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Foto: SOUZA, Síglia Regina dos Santos

No início da década de 1980 a Embrapa estabeleceu as bases para o desenvolvimento de cultivares de palma de óleo no Brasil, criando um banco de germoplasma (BAG) com as espécies Elaeis guineensis (palma de óleo de origem africana) e E. oleifera (caiaué ou palma de óleo de origem americana), a partir de coletas e introduções de material selvagem e melhorado. O germoplasma de caiaué do BAG da Embrapa é o maior e mais diversificado do mundo, e o de palma de óleo também um dos mais importantes. Foram estabelecidos experimentos, tanto para o melhoramento intraespecífico, que resultou em oito cultivares tenera, como no interespecífico, com lançamento de uma cultivar híbrida de caiaué com palma de óleo (HIE OxG). Com os programas lançados pelo Governo Federal: Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB), em 2004, e Programa Sustentável da Palma de Óleo no Brasil, em 2010, a expansão da cultura tem sido fomentada e mais de 100 mil hectares foram plantados nos últimos cinco anos, existindo ainda diversos projetos de ampliação em curso, devendo o país se tornar um grande produtor de óleo de palma nas próximas décadas. Nesse cenário é estratégico que o programa de melhoramento genético conduzido pela Embrapa seja ampliado e dinamizado para que possa desenvolver cultivares que contribuam para a expansão sustentável e competitiva da cultura no Brasil. Uma das principais ameaças é a ocorrência de uma anomalia de etiologia ainda desconhecida denominada Amarelecimento Fatal (AF), identificada há mais de 40 anos e que já dizimou milhares de hectares de palma de óleo. Não existe método de controle eficaz do AF, mas sabe-se que o caiaué e seu híbrido com a palma de óleo não são afetados. Além disso, os HIE OxG possuem crescimento vertical reduzido, resistência/tolerância a diversas pragas e doenças e óleo de melhor qualidade que o das cultivares tenera. O objetivo geral do projeto é desenvolver cultivares interespecíficas de caiaué com palma de óleo que apresentem alta produtividade, resistência ao AF, porte reduzido e que não requeiram polinização assistida, empregando métodos que maximizem os ganhos genéticos, reduzam prazos e custos do programa de melhoramento genético, incluindo estratégias clássicas, genômicas e biotecnológicas. A proposta é associar as estratégias clássicas de melhoramento genético à seleção ampla do genoma, seleção assistida por marcadores, métodos de micropropagação in vitro e transformação de plantas. Para isso, competências dessas áreas, tanto da Embrapa (Embrapa Amazônia Ocidental, Embrapa Amazônia Oriental, Embrapa Florestas, Embrapa Roraima, Embrapa Acre, Embrapa Agrossilvipastoril, Embrapa Recursos Genéticos e Embrapa Tecnologia de Alimentos) como de outras instituições (Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira – Ceplac, Instituto Agronômico de Pernambuco – IPA e Universidade de Brasília - UnB), atuam de forma integrada, desenvolvendo tecnologias e estratégias que permitam aumentar o ganho genético por unidade de tempo, reduzir custos e prazos e desenvolver cultivares com características diferenciadas e melhores do que as atuais. O programa está também associado a empresas privadas, principalmente a Marborges Agroindústria S.A., onde está sendo conduzida a maior parte dos testes de progênies.

Situação: concluído Data de Início: 07/2014 Data de Finalização: 06/2018

Unidade Lider: Embrapa Amazônia Ocidental

Líder de projeto: Ricardo Lopes

Contato: ricardo.lopes@embrapa.br

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