Desempenho agronômico de cultivares de leucena nos cerrados de Vilhena-Rondônia.

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Autoria: COSTA, N. de L.; OLIVEIRA, J. R. da C.; TOWNSEND, C. R.; MAGALHAES, J. A.; PEREIRA, R. G. de A.

Resumo: A seleção de leguminosas forrageiras bem adaptadas às condições ecológicas do trópico úmido é uma das alternativas mais prática e econômica para se contornar a estacionalidade da produção de forragem, já que estas, em relação às gramíneas, apresentam alto conteúdo protéico, maior digestibilidade e maior tolerância ao período seco. Dentre as diversas leguminosas forrageiras avaliadas em Rondônia, destacou-se entre as mais promissoras a leucena (Leucaena leucocephala), espécie perene, arbustiva, originária da América Central e atualmente disseminada por toda a região tropical, devido às suas múltiplas formas de utilização (forragem, produção de madeira, carvão vegetal, sombreamento e quebra-vento). Neste trabalho avaliou-se o potencial produtivo de cultivares de leucena nas condições edafoclimáticas dos cerrados de Vilhena, Rondônia. O ensaio foi conduzido no Campo Experimental da Embrapa Rondônia. O clima da região é tropical úmido do tipo Aw, com precipitação anual em torno de 2000 mm; temperatura média anual de 23,7ºC e umidade relativa do ar de 73%. O solo da área experimental é um Latossolo Vermelho-Amarelo, textura média, o qual após a aplicação de 2,0 t/ha de calcário dolomítico (PRNT = 100%), apresentou as seguintes características químicas: pH = 5,2; Ca + Mg = 1,7 cmol/dm3; P = 2 mg/kg e K = 55 mg/kg. O delineamento experimental foi em blocos casualizados com cinco repetições, sendo os tratamentos constituídos por quatro cultivares de leucena (Campina Grande, Cunninghan, Peru e Gigante K-8). A adubação de estabelecimento constou da aplicação de 22 kg de P/ha, sob a forma de superfosfato triplo. O plantio foi realizado em linhas espaçadas de 1,0m, distribuindo-se 8 a 10 sementes/metro linear. Durante o período experimental foram realizados oito cortes, manualmente a 50 cm acima do solo, sempre que as plantas atingiam entre 1,3 e 1,5 m de altura. Os parâmetros avaliados foram rendimento de matéria seca (MS) da fração utilizável como forragem (folhas, flores, vagens e ramos com até 6 mm de diâmetro) e da fração grosseira (caules e ramos com diâmetro maior que 6 mm), teores e produção de proteína bruta (PB) de ambas frações. Para o componente biomassa total, a cultivar Cunninghan foi a que apresentou o maior rendimento de MS (23,18 t/ha), enquanto que para a fração utilizável como forragem, as cultivares Cunninghan (15,80 t/ha) e Campina Grande (14,73 t/ha) foram as mais produtivas. Com relação aos teores de PB, tanto para a biomassa total quanto para a fração utilizável como forragem, não se observaram diferenças significativas (P > 0,05) entre cultivares. Os maiores rendimentos de PB foram verificados com a cultivar Cunninghan, tanto para a biomassa total (3.623 kg/ha), quanto para a fração utilizável como forragem (3.237 kg/ha), o qual foi estatisticamente semelhante (P > 0,05) apenas ao obtido com a cultivar Campina Grande com relação a fração utilizável como forragem (2.956 kg/ha).

Ano de publicação: 2005

Tipo de publicação: Resumo em anais e proceedings

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